noz

by noz

/
  • Streaming + Download

     

1.
2.
3.

about

Gravações 100% caseiras. ProTools SE & M-Audio Solaris.

Goza o som: não a colunas manhosas de portátil - usa fones!

~

100% homemade recordings. ProTools SE & M-Audio Solaris.

Experience sound: say no to crappy laptop speakers - use headphones!

credits

released June 20, 2011

Música e letra | Songs and lyrics:

Noz é Bernardo Palmeirim, cantautor de Lisboa. Em 2003 fundou The Grey Blues Bend (com Norberto Lobo, Filipe Rocha, Ricardo Santos e Pedro Magalhães). Em 2008, fundou Nome Comum, seu projecto paralelo, com Madalena Palmeirim (com Gonçalo Castro e Nuno Morão).
Este EP marca o início do seu projecto a solo - músicas sobretudo em português, mas também em inglês, e no universal instrumental.

Noz is Bernardo Palmeirim, a songwriter from Lisbon. In 2003 he started The Grey Blues Bend (with Norberto Lobo, Filipe Rocha, Ricardo Santos and Pedro Magalhães). In 2008, he started Nome Comum, his parallel project, with Madalena Palmeirim (with Gonçalo Castro and Nuno Morão).
This EP marks the beginning of his solo project - mostly songs in Portuguese, but also in English, as well as the universal language of instrumental music.

Ilustração | Artwork: Mariana Camacho

tags

license

Some rights reserved. Please refer to individual track pages for license info.

about

noz Lisboa, Portugal

shows

contact / help

Contact noz

Streaming and
Download help

Track Name: Too many words are bad for your teeth
I lived for a thousand years
Preserved in alcohol and tears in a jar
But my eyes can touch the stratophere
We all have tiny holes to afar
And for all these years
I was just sitting on a shelf
Grafting tattoos on someone else

When my limbs sprouted fins
I made my way into the world
You offered me a potion,
You had water, I had sea

I thought my words would craft my fate
But it’s our gills who stir the world

I’ve lived for too many years
Peeking through keyholes in the sand
And unless I turn
I’ll sleep another thousand more
Track Name: Finisterra (ou quando o pó debaixo do tapete virou vulcão)
~

Finisterra (ou quando o pó debaixo do tapete virou vulcão)

Se não fosse a saudade o que seria de nós?
Somos americanos ou egrégios avós?
Já não temos leme, o que vai ser de nós?
Não há mais oceano onde cavar uma voz

Alto!, quem vem aí? É Camões ou come-on?
Um não tem cheta, do outro sou cicerone
Pastel de nata é Belém mas a bola é de Berlim
O recheio é o PEC, que amasse o FMI

O que sou?
Descobri dor, conquisto a dor?
Já não há mais mundo onde ir...
Ó Fado, fada-me!

A questão não é ter governo, entra outro pelo flanco
É o desgoverno de o ter, sentado num banco
Que festa, que alegria, este jogo de pingue-pongue
Ora sai uma oligarquia, ora entra um clone

Se o problema é a fraude onde está o fiscal?
Faz arroz do mexilhão, quem paga é Portugal
De que vale conquistar ouro e nações?
Quando não somos nossos donos, reinam os fanfarrões

Se eu fosse julgado como tu
Se tu fosses julgado como eu
Se eu fosse julgado como tu isto seria igual ao que é
Se tu fosses julgado como eu isto ia tudo a pontapé!!

O que sou?
Descobridor, onde conquisto a dor?
Já não há mais mundo onde ir...
Ó Fado, fada-me!